Rumo ao incerto.
Tô praticando besteiras, resmungando asneiras.
Coisas sem necessidade...
Ando meio assim, meio cama, meio saudade,
meio dor, meio amor, meio amizade.
Ando assim, meio folha ao vento,
sem explicações, sem caminho,
ando assim, meio sozinho,
só mil corações,
em cadernos,
em paredes,
em árvores...
Lamentações.
Não a almejo mais.
Ando ao meio."
E foi assim, sozinho, que descobri que sou vento frio,
fino como agulha, afiado como estilete.
Depois que a gente vira tristeza,
nossa fortaleza é o mundo,
é a correnteza que nos leva à caminhos aleatórios,
sem certezas e sem esperas.
O desconhecido guia nossas vidas e quem freia é qualquer coisa,
pode ser a pedra na qual tropeçamos,
pode ser a água na qual afundamos,
até a lama que suja nossos pés e nos faz deixar rastros no passado
que nem no futuro a gente quer lembrar.
Por falta de opção segui qualquer caminho, alone.
Talvez algum dia haja um jardim... não!
Uma biblioteca numa rua escura e úmida,
Uma biblioteca numa rua escura e úmida,
com livros velhos e empoeirados
que me revelem frustrações de mil pessoas,
de mil corações.
Então explodirei de uma maneira,
com a felicidade de quem encontra seu lar.
Serei poeira encrostada nos livros, nos mil corações.
Não serei sozinho.
E quem quiser saber de mim, vá a biblioteca da rua úmida
e "pergunte ao pó".
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